Aventuras de Martin, o cientista (XIV) O poder do sistema imunológico

Numa manhã de segunda-feira, a professora de Martín, Srta. Laura, disse a eles que na semana seguinte deveriam escrever uma história sobre seus heróis da natureza. O menino nunca havia tentado escrever uma história, então isso seria um desafio. De que herói ele poderia falar se o que mais admirava fosse a ciência?

Martín passou dois dias pensando em sua nova tarefa até que, assistindo a um de seus programas favoritos na televisão, teve uma ideia: escreveria a história do sistema imunológico, um grupo formado por órgãos, tecidos, 21 células imunes e descendência. Ele sabia que graças ao seu sistema imunológico estava saudável na maior parte do tempo, por isso seus heróis eram aqueles pequenos seres que o defendiam dia a dia.

Na segunda-feira seguinte, o menino leu o seguinte na frente de seus colegas.

— Esta é uma história chamada “O poder do sistema imunológico”, e é meu grupo favorito de heróis porque eles nos defendem todos os dias para que sejamos saudáveis. A primeira linha de defesa consiste em nossa pele e secreções como saliva e suor. Estes representam uma barreira física e contêm enzimas ou um pH ácido que mata os patógenos. Se, apesar disso, o agente estranho entrar no corpo, ele pode ser eliminado pelos ácidos do estômago ou mesmo pelo oxigênio no sangue. Os inimigos que conseguem resistir e passar por essas barreiras começam a se reproduzir, até serem detectados pelos fagócitos!

Uma mão se levantou e a Srta. Laura deixou a garota fazer sua pergunta.

— O que são fagócitos? — ela perguntou interessada na história.

— São células gulosas que se dedicam a comer tudo o que lhes parece estranho — respondeu Martín.

— Como você reconhece o que é estranho? Porque para mim um milkshake com batatas fritas pode ser isso, mas sei que para outros não é — disse a professora.

— Isso porque quase todos os agentes infecciosos possuem açúcares em suas membranas bastante semelhantes, o que facilita a sua localização. No entanto, os vírus que se reproduzem com a ajuda de células não podem ser comidos, então outras células chamadas NK aparecem lá. Quando os NKs percebem que uma célula está infectada com vírus, eles jogam uma proteína chamada perforina neles, que mata a célula. Fagócitos e células NK podem cuidar da situação por até quatro dias, mas se as coisas não melhorarem, eles devem chamar as forças especiais e avisá-los do perigo.

— Forças especiais? outra das crianças perguntou.

— Sim! Como os fagócitos são muito rápidos, eles levam a mensagem aos linfonodos. Lá, as células T auxiliares são como mestres que transmitem a informação para outras células chamadas B e T. Finalmente, depois de treinadas, B e T vão para a batalha. Uma célula B que vai lutar torna-se plasma B e libera anticorpos que servem para imobilizar patógenos e, como as células NK, as células T matam usando perforinas, com a diferença de que realizam esse ataque de forma mais poderosa e eficaz. Uma vez que eles vencem a batalha, B e T se tornam células de memória para o corpo se lembrar de como eliminar os inimigos. O fim.

Todos aplaudiram Martín e seu professor o parabenizou por sua história. Ele não apenas cumpriu as instruções, mas relatou a batalha interessante que existia dentro de nosso corpo com mais frequência do que pensávamos.


1 comentário


  • chris

    excelente !!!!


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